.::Ato Falho::.

.um blog para todos e para ninguém.

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Namorar é um verbo

Nada mais. Na sociedade do espetáculo pessoas detém outras como títulos. Se a contemporaneidade deixa os laços humanos cada vez mais voláteis, estar com alguém é uma questão cada vez mais temporal.

Não há namoro sem compromisso, não há compromisso sem amor, não há amor que suporte a liquidez afetiva amplamente difundida nos dias de hoje.

Podem pensar que sou extremista em minhas colocações, mas opto pelo realismo acima de tudo. Pé no chão e mente aberta para o que for, desde que haja sinceridade e respeito.

...De que vale ser aqui, onde a vida é de sonhar? Liberdade.


Terça-feira, Dezembro 08, 2009

Quase memória

Cheguei a conclusão que não escrevo para pessoas, mas para mim. Como um manifesto rotineiro das minhas inquietudes que não fazem muito sentido sob o ponto de vista alheio. Algo como escrever longas cartas contando meus segredos para ninguém. É lícito. Paz de espírito, tranquilidade e a sensação de que sempre, mas sempre, algo melhor pode acontecer.

Trilha sonora: Pearl Jam - Throw Your Arms Around Me
(...) I will come to you at nightime/I will climb into your bed/I will kiss you in 155 places/As I go swimming around on your hair/I will squeeze the life right out of your/I will make you laugh, I'll make you cry/And we may never forget it/As I make you call my name as a shouter to the blue, summer sky/And we may never meet again/So shed your skin lets get started/And you will throw your arms around me (...)



>>Pensar que eu não suporto Eddie Vedder e ouvir essa música me faz sorrir é bastante irônico, como tudo na vida, aliás. Quem pensa que sabe, não sabe. Não tem explicação.

Sábado, Dezembro 05, 2009

blog retoma atividades oníricas extraclasse

"... bom, já que não posso mudar o mundo, quero ao menos o direito de poder me retirar deste recinto com dignidade".



>> Frase do filme 'shortbus', que retrata minuciosamente como o ser humano é frágil e volátil em suas relações interepessoais.


Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Reportagem Multimídia

Especial: Agricultura Orgânica
Produtos orgânicos ganham certificado oficial
Ministério da Agricultura lança selo que garante a qualidade dos produtos apresentados no mercado
Por Flávia Medeiros



Agora os produtos orgânicos possuem selo de qualidade único e oficial. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a norma no último dia 6 de novembro, no Diário Oficial da União. A iniciativa só pode ser usada por empresas credenciadas pelo ministério. Pequenos agricultores e agricultura familiar se eximem da obrigatoriedade.

O ministério abriu essa exceção porque os produtores podem vender seus produtos diretamente aos consumidores. Porém, este fato não exime o agricultor de estar vinculado a uma organização de controle social (OCS).

O selo emitido pelo Mapa serve para garantir ao consumidor a procedência do produto que leva para casa, garantindo que não há contaminação química (agrotóxicos). Os produtos orgânicos são produzidos de forma natural, por meio de adubos que não contém substâncias sintéticas ou químicas. O uso de pesticidas também não é tolerado nesse setor.

O objetivo da agricultura orgânica é criar ecossistemas mais equilibrados, com preservação da biodiversidade, assim como os ciclos e as atividades biológicas do solo. “O agricultor orgânico se preocupa com a preservação do meio ambiente e não cultiva produtos transgênicos porque não quer arriscar a diversidade de variedades existentes na natureza”, destacou a agrônoma e integrante da Comissão de Sementes e Mudas do Mapa, Zaira de Melo.

A especialista afirmou que o selo só é conferido após rigorosos exames de controle de qualidade de solo, da água e reciclagem de matéria orgânica.

Regulamentação - A agricultura orgânica é uma atividade permitida desde 2003, por meio da Lei nº 10.831, que adota o sistema orgânico como atividade sustentável de produção agropecuária. Neste mesmo sentido, a presidência da República criou o Decreto nº 6.323/2007, que regulamentou definitivamente o cultivo e comercialização desses produtos.


Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Twitter

Bom... o Twitter. Confesso que na primeira semana de uso fiquei muito animada com a enxurrada mensagens e atualizações minuto-a-minuto. No entanto, com o passar dos meses essa euforia foi passando e hoje, quase cinco meses depois do lançamento, acredito que é enfadonho e um tanto fútil, na maioria dos casos.

Acredito que o miniblog é bastante útil para os veículos de comunicação, uma vez que a mensagem é colocada quase que instantaneamente. É um grande artifício para propagar as ações de uma empresa ou uma causa. Neste âmbito, criei contas no Twitter para a Secretaria Especial dos Direitos Humanos na Presidência da República e para a ONG Ágere Cooperação em Advocacy, que atua na mesma área. Esta última, eu alimento todos os dias com informações relevantes a nivel global sobre o tema.

Como todas as redes sociais, o Twitter não escapa da necessidade de bom senso. Não adianta pegar o slogan e traduzi-lo da maneira mais literal possível "o que você está fazendo agora". Não, este não é o mote, pelo menos para mim. O legal é mostrar coisas que possam ser relevantes ao outro, que incluam, ensinem, ou pelo menos instiguem a procurar mais sobre determinado assunto. Isso sim seria o propósito ideal.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

RSS

Bom, como faço monitoramento de sites com conteúdos relativos a meio ambiente e direitos humanos, virei leitora RSS do envolverde, diretoshumanos.etc.br e google (nas tags meio ambiente e direitos humanos)

A princípio, eles funcionam bem, no entanto, como eu preciso de notícia minuto-a-minuto, os RSS passam a não ser tão eficazes. Algumas notícias demoram até 24 para serem atualizadas, quando o site já fez o anúncio quase em tempo real.

"Exemplo: Quando o ministro Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, anunciou as ossadas de militantes no Araguaia. Essa notícia foi veiculada em todos os jornais, e eu só recebi o RSS um dia depois, ainda assim, faltava muita coisa".

Concluí que o RSS é bom para sites que não são atualizados com uma frequencia muito grande, sendo assim, o artefato nos mostra justamente quando o site é atualizado, e assim, agilizo minha ronda diária em sites do setor.

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Cibercultura

Ouve-se muito a respeito do termo “cibercultura”, mas o real significado desse vocábulo, quase ninguém sabe traduzir. A resposta para isso talvez possa ser algo simples, não há definição linear para essa palavra.

Com a popularização da internet, criou-se um cenário virtual que democratizou o mundo real. Seja nas artes, na informação ou no comércio, a cultura cibernética tornou palpáveis coisas que há alguns anos atrás possuíam acesso restrito a um certo grupo de pessoas.

Especialmente utilizada por jovens e adultos, a internet é um conforto e, ao mesmo tempo, um vício. Nos dias de hoje não é mais necessário sair de casa para pagar contas ou comprar algo, por exemplo. Mas como nem tudo é um mar de rosas, as várias comunidades virtuais, unidas aos blogs, fóruns, e chats possibilitam a criação de uma pessoa que só existe dentro de determinado nicho. E novos tipos de formadores de opinião.

Desse leque podem surgir as mais variadas patologias, já li sobre casos de pessoas que passam mais de 20 horas por dia conectadas, vivendo de forma virtual sem dar vazão ao que acontece no mundo real.

A enxurrada de informações, compostas por diferentes formatos (vídeo, áudio, textos, links), seduzem o usuário e são bastante úteis no dia-a-dia de qualquer pessoa. O jornalismo, por exemplo, ficou muito mais dinâmico depois da internet e tomou o espaço que antes era destinado à televisão.

O que importa, assim como em todos os aspectos da vida, é haver um meio termo. Mundo virtual é bom, desde que ele ocupe o lugar ao qual se destina, que é o de trazer informação e entretenimento em quantidade o bastante para que não afete as relações e as atividades do cotidiano real. Também não se deve acreditar em tudo que se lê, mas esse é um caso que se estende a todo tipo de notícia, seja ela por meio cibernético ou não.

Terça-feira, Setembro 08, 2009

jornalismo na era digital (exercício)

Ser jornalista na era digital é, acima de tudo, estar ligado em tudo que acontece ao redor. Parafraseando Baumann, o jornalismo contemporâneo está cada vez mais fluido, tal qual as relações humanas. Para acompanhar o ritmo frenético do cotidiano, contar uma história tem que ser feito de forma cada vez mais rápida e, algumas vezes, sintética.

O que se vê é uma massa interessada na quantidade, que quer saber de tudo um pouco, e não se aprofunda em nada. Portanto, para sobressair em meio a cabos e fios cibernéticos atualizados minuto-a-minuto, o jornalista tem que ter sagacidade e saber captar a atenção do leitor de forma completa e, de preferência, concisa (leia-se: elaborar um texto entre 10 e 15 linhas, caso contrário, corre o risco de dar preguiça antes de começar a ler. Sim, leitor é uma criatura difícil de cativar).

Segunda-feira, Agosto 17, 2009

in my life

Sábado, Agosto 15, 2009

interlúdio rotineiro

9h35 - Reunião institucional onde nada está acontecendo. Resta-me sair dela de forma virtual e imperceptível. How ever big you think you are, Sexy Sadie? Rindo de tudo, de todos. Aplaudindo de pé a comédia melodramática da minha própria vida. “Ai se sêsse...”, já diria o poeta Zé da Luz. O amor comeu a minha genialidade e meu endereço, resta-me sair por ai na captura de algo que me faça lembrar o que sou e resgatar o prazer perdido nas simples coisas da vida, como um sorvete no fim da tarde lilás ou uma viagem não planejada para Cabrobró. Aliás, tem horas que não dá para programar tudo mesmo, ainda que seja só mais uma história. Cada livro merece ter começo meio e fim. Eu sempre me perco nas entrelinhas.

Domingo, Agosto 09, 2009

masterplan

O bom da tristeza é que ela pode até demorar, mas passa. As lembranças ficam, para o nosso desassossego. E tudo que foi, volta para você, como uma carta com remetente errado. O Brasil vai continuar girando, como sempre fez. Eu que parei meu tempo para pegar as coisas que ficaram pelo caminho e não vi. Volto logo, mando lembranças de Plutão. Sabe do quê? Já estava com saudades de lá.

Domingo, Julho 19, 2009

Sh-h-h-h-it

eu já caí, já tô no chão

e tô torcendo pra você

ficar na merda, como eu também estou

então é melhor ficar aqui.

Terça-feira, Junho 16, 2009

"What has happened to you and I?
And don't say that I have changed
'Cause man, of course I have"

Domingo, Maio 24, 2009

tudo pode ser, nada vai acontecer


I know, she can beat them. Músicas que nos remetem a um tempo que não existe mais. Nada bom. Nada basta. Baumann alega que a liquidez dos laços humanos atingiu seu limite máximo, nisso eu devo concordar. Mas, como todo ser angustiado, tenho lá meus questionamentos e ainda tenho esperanças que exista algo em que se possa acreditar, seja lá o que for e qual finalidade tem.

Lembro-me perfeitamente da última vez que me senti assim, tem bastante tempo. Digo, para meus padrões não lineares, claro. Vanishing little by little, sem explicação. Talvez não queira argumentar ou, de repente, não tenha porquê. Limite da rotina de ilusões no limite, protelando prazos que já expiraram há tempos. Até quando? A resposta está no formato das coisas e suas disposições no espaço e tempo. E eu sempre esqueço que ele é cíclico, igual a tudo na vida.

Quinta-feira, Maio 14, 2009

gum

"It's not like I am weak
Or that I don't know how to leave
It's just that every time you cheat
You bring me closer to defeat
Until there's nothing left to love
Until there's nothing left to say
I know that you need help
But even I can't save you from yourself "

>> pistol under control. but even i can't save me from myself. already vanishing.

Segunda-feira, Maio 11, 2009

nota de um escândalo


Com raras exceções, não acredito no futuro. Ou acredito, bem ao estilo spotless mind (colorblind). Sei que já falei deste filme várias vezes, Michel Gondry foi muito muito coerente e perspicaz em suas conotações e em todas as seis vezes que assisti sempre tive algum tipo de experiência extra-sensorial notória. It’s gonna be gone soon e na roda-viva eu vou acabar sendo aquela mesma chata cheia de manias odiosas. Paciência. Imperfeição. Assimétrica como tudo no universo. Lugar comum. E como diria John, happiness is a warm gun. Deixe-me ir, preciso andar e me ver, antes de te ter e de ser teu, e alguma coisa a gente tem que amar.

Quarta-feira, Maio 06, 2009

ria pagliaccio!


Não esqueço coisas, talvez esse seja meu maior mal. Palavra dita tem mais impacto que um tiro à queima-roupa. Eterno retorno. Não tenho tido tempo nem para não ter tempo algum. Cidade escolhida que torna-se estranha a cada dia, menos alguns. Na verdade eu abandonei isso tudo, várias vezes, centenas delas. O todo absorveu aquilo que achei ser meu, ninguém se importa, nem eu. Continuo tentando não ligar. Estou de volta, saudade estranha, relato breve, vontade de não ser.

Quinta-feira, Julho 17, 2008

T-É-D-I-O, em caps lock mesmo.

Sexta-feira, Junho 06, 2008

leaving for good

Silently closing her bedroom door
Leaving the note that she hoped would say more
Quietly turning the backdoor key
Stepping outside she is free

We gave her everything money could buy

Picks up the letter that´s lying there
Standing alone at the top of the stairs
How could she do this to me?
She
We never thought of ourselves
Is leaving
Never a thought of ourselves
Home

What did we do that was wrong?
Is having
We didn´t know it was wrong
Fun
Fun is the one thing that money can´t buy

She´s leaving home, bye, bye

Quarta-feira, Maio 28, 2008

minha paixão por filmes

da essência de todas as paixões, uma que dá certo, tão certo que já não sei mais se queria viver num filme ou se já estou dentro de alguns deles. Descobri que é melhor viver em laboratório, explico, colocar-se num patamar de imunidade. Sou sincera comigo mesma e nada, mas nada nessa vida veio pra ficar, nem eu mesma, nesse passeio pela orla do além-mar. A vontade de querer é a mesma de não estar. Abraço apertado e muitas palavras a dizer. Não dizer. Sem alardes e sem surpresas, breath.