Ouve-se muito a respeito do termo “cibercultura”, mas o real significado desse vocábulo, quase ninguém sabe traduzir. A resposta para isso talvez possa ser algo simples, não há definição linear para essa palavra.
Com a popularização da internet, criou-se um cenário virtual que democratizou o mundo real. Seja nas artes, na informação ou no comércio, a cultura cibernética tornou palpáveis coisas que há alguns anos atrás possuíam acesso restrito a um certo grupo de pessoas.
Especialmente utilizada por jovens e adultos, a internet é um conforto e, ao mesmo tempo, um vício. Nos dias de hoje não é mais necessário sair de casa para pagar contas ou comprar algo, por exemplo. Mas como nem tudo é um mar de rosas, as várias comunidades virtuais, unidas aos blogs, fóruns, e chats possibilitam a criação de uma pessoa que só existe dentro de determinado nicho. E novos tipos de formadores de opinião.
Desse leque podem surgir as mais variadas patologias, já li sobre casos de pessoas que passam mais de 20 horas por dia conectadas, vivendo de forma virtual sem dar vazão ao que acontece no mundo real.
A enxurrada de informações, compostas por diferentes formatos (vídeo, áudio, textos, links), seduzem o usuário e são bastante úteis no dia-a-dia de qualquer pessoa. O jornalismo, por exemplo, ficou muito mais dinâmico depois da internet e tomou o espaço que antes era destinado à televisão.
O que importa, assim como em todos os aspectos da vida, é haver um meio termo. Mundo virtual é bom, desde que ele ocupe o lugar ao qual se destina, que é o de trazer informação e entretenimento em quantidade o bastante para que não afete as relações e as atividades do cotidiano real. Também não se deve acreditar em tudo que se lê, mas esse é um caso que se estende a todo tipo de notícia, seja ela por meio cibernético ou não.