quinta-feira, dezembro 31, 2009

2010

O importante não é a virada do ano, e sim, a quebra de paradigmas. Espero ter dez vezes mais motivos para ser feliz. Aponto pra fé e remo, como se não houvesse amanhã, sempre. Cheers!


sexta-feira, dezembro 25, 2009

quinta-feira, dezembro 17, 2009

rocket


Na verdade, não existe como mudar o que está escrito em xilogravura. Procuro estar mais atenta, entender o que acontece fora da amplitude do meu corpo e me adequar ao padrão estabelecido pela sociedade. “Inside me there's a sad machine, wants to stop movin'. All the while...”. Fora de cogitação.

Mais um ano chega ao fim, repleto de histórias para ilustrar meu álbum de recordações. Olho para frente e tenho mais de mil planos para concretizar. Todos urgentes. Todos de ontem. Todos que me façam sentir que até a saudade serve como válvula de escape para o novo. Se vai ser bom ou ruim, pouco não importa. Basta que seja diferente.

domingo, dezembro 13, 2009

Beautiful Future



Uma máquina com rosto de boneca que imita as feições do que é mostrado na televisão em busca de aceitação visual. Ilha dos desejos fragmentada e desestruturada pela extensão tecnológica.

"... e querer é coisa tão pequena, que só não sou você por um triz". (Marcelo Camelo)

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Namorar é um verbo

Nada mais. Na sociedade do espetáculo pessoas detém outras como títulos. Se a contemporaneidade deixa os laços humanos cada vez mais voláteis, estar com alguém é uma questão cada vez mais temporal.

Não há namoro sem compromisso, não há compromisso sem amor, não há amor que suporte a liquidez afetiva amplamente difundida nos dias de hoje.

Podem pensar que sou extremista em minhas colocações, mas opto pelo realismo acima de tudo. Pé no chão e mente aberta para o que for, desde que haja sinceridade e respeito.

...De que vale ser aqui, onde a vida é de sonhar? Liberdade.


terça-feira, dezembro 08, 2009

Quase memória

Cheguei a conclusão que não escrevo para pessoas, mas para mim. Como um manifesto rotineiro das minhas inquietudes que não fazem muito sentido sob o ponto de vista alheio. Algo como escrever longas cartas contando meus segredos para ninguém. É lícito. Paz de espírito, tranquilidade e a sensação de que sempre, mas sempre, algo melhor pode acontecer.

Trilha sonora: Pearl Jam - Throw Your Arms Around Me
(...) I will come to you at nightime/I will climb into your bed/I will kiss you in 155 places/As I go swimming around on your hair/I will squeeze the life right out of your/I will make you laugh, I'll make you cry/And we may never forget it/As I make you call my name as a shouter to the blue, summer sky/And we may never meet again/So shed your skin lets get started/And you will throw your arms around me (...)



>>Pensar que eu não suporto Eddie Vedder e ouvir essa música me faz sorrir é bastante irônico, como tudo na vida, aliás.

sábado, dezembro 05, 2009

blog retoma atividades oníricas extraclasse

"... bom, já que não posso mudar o mundo, quero ao menos o direito de poder me retirar deste recinto com dignidade".



>> Frase do filme 'shortbus', que retrata minuciosamente como o ser humano é frágil e volátil em suas relações interepessoais.


sábado, agosto 15, 2009

interlúdio rotineiro

9h35 - Reunião institucional onde nada está acontecendo. Resta-me sair dela de forma virtual e imperceptível. How ever big you think you are, Sexy Sadie? Rindo de tudo, de todos. Aplaudindo de pé a comédia melodramática da minha própria vida. “Ai se sêsse...”, já diria o poeta Zé da Luz. O amor comeu a minha genialidade e meu endereço, resta-me sair por ai na captura de algo que me faça lembrar o que sou e resgatar o prazer perdido nas simples coisas da vida, como um sorvete no fim da tarde lilás ou uma viagem não planejada para Cabrobró. Aliás, tem horas que não dá para programar tudo mesmo, ainda que seja só mais uma história. Cada livro merece ter começo meio e fim. Eu sempre me perco nas entrelinhas.

domingo, agosto 09, 2009

masterplan

O bom da tristeza é que ela pode até demorar, mas passa. As lembranças ficam, para o nosso desassossego. E tudo que foi, volta para você, como uma carta com remetente errado. O Brasil vai continuar girando, como sempre fez. Eu que parei meu tempo para pegar as coisas que ficaram pelo caminho e não vi. Volto logo, mando lembranças de Plutão. Sabe do quê? Já estava com saudades de lá.

domingo, julho 19, 2009

Sh-h-h-h-it

eu já caí, já tô no chão

e tô torcendo pra você

ficar na merda, como eu também estou

então é melhor ficar aqui.

terça-feira, junho 16, 2009

"What has happened to you and I?
And don't say that I have changed
'Cause man, of course I have"

domingo, maio 24, 2009

tudo pode ser, nada vai acontecer


I know, she can beat them. Músicas que nos remetem a um tempo que não existe mais. Nada bom. Nada basta. Baumann alega que a liquidez dos laços humanos atingiu seu limite máximo, nisso eu devo concordar. Mas, como todo ser angustiado, tenho lá meus questionamentos e ainda tenho esperanças que exista algo em que se possa acreditar, seja lá o que for e qual finalidade tem.

Lembro-me perfeitamente da última vez que me senti assim, tem bastante tempo. Digo, para meus padrões não lineares, claro. Vanishing little by little, sem explicação. Talvez não queira argumentar ou, de repente, não tenha porquê. Limite da rotina de ilusões no limite, protelando prazos que já expiraram há tempos. Até quando? A resposta está no formato das coisas e suas disposições no espaço e tempo. E eu sempre esqueço que ele é cíclico, igual a tudo na vida.

quinta-feira, maio 14, 2009

gum

"It's not like I am weak
Or that I don't know how to leave
It's just that every time you cheat
You bring me closer to defeat
Until there's nothing left to love
Until there's nothing left to say
I know that you need help
But even I can't save you from yourself "

>> pistol under control. but even i can't save me from myself. already vanishing.

segunda-feira, maio 11, 2009

nota de um escândalo


Com raras exceções, não acredito no futuro. Ou acredito, bem ao estilo spotless mind (colorblind). Sei que já falei deste filme várias vezes, Michel Gondry foi muito muito coerente e perspicaz em suas conotações e em todas as seis vezes que assisti sempre tive algum tipo de experiência extra-sensorial notória. It’s gonna be gone soon e na roda-viva eu vou acabar sendo aquela mesma chata cheia de manias odiosas. Paciência. Imperfeição. Assimétrica como tudo no universo. Lugar comum. E como diria John, happiness is a warm gun. Deixe-me ir, preciso andar e me ver, antes de te ter e de ser teu, e alguma coisa a gente tem que amar.

quarta-feira, maio 06, 2009

ria pagliaccio!


Não esqueço coisas, talvez esse seja meu maior mal. Palavra dita tem mais impacto que um tiro à queima-roupa. Eterno retorno. Não tenho tido tempo nem para não ter tempo algum. Cidade escolhida que torna-se estranha a cada dia, menos alguns. Na verdade eu abandonei isso tudo, várias vezes, centenas delas. O todo absorveu aquilo que achei ser meu, ninguém se importa, nem eu. Continuo tentando não ligar. Estou de volta, saudade estranha, relato breve, vontade de não ser.