sexta-feira, agosto 25, 2006

conto de um amor louco

E de repente você acha que sabe demais, já viu demais, no blazé que é a tolerância em forma de linha segmentada chamada vida. E surgem, pessoas surgem sem parar, poucas fazem diferença.

–Você trocaria sua vida inteira por uma noite?

O tempo passa, as memórias não, estão lá, sempre que algo as acessa, pode ser uma música, um cheiro, uma luz, qualquer coisa torna-se instrumento. Já o conheci sentindo saudade. “i’m road tripper. don’t make any plans, darling”. Eu fiz. Confesso que acreditei ser eterno, e é, de uma certa forma não tão cartesiana. A minha juventude durará em crônicas, contos, talvez até em poemas. Assim é o meu pra sempre, assim o farei. Uma vida solidamente medíocre, talvez sem nexo, mas com algumas histórias pra contar de um tempo em que tudo parecia possível. “you’re all i need, and i’m all you want”. Foi sincero, pensar assim dissipa qualquer chispa de arrependimento, mas arrependimento mesmo é não ter mais coragem para viver assim. Perder-se assim. Eu trocaria a eternidade por aquela noite, aquela que eu sei bem, naquele instante, com aquele olhar que só guardo na lembrança, mas ninguém nunca saberá qual.

... E a vida é como um espetáculo, ora se atua, ora se é espectador, mas quando a luz se apaga e as cortinas se fecham, todos aplaudem, atônitos, às vezes sem saber o que de fato foi, mas sempre entendendo o porque de estarem ali.

>> mais um ano cara, mais um ano. e tudo segue, assim, como se fosse predestinado, quando na verdade, é. wish you were here.





Um comentário:

Clara disse...

Eu juro que escolheria não ter vivido um amor louco. Rá!
Ou não?
ainda não decidi se paga o aborrecimento.